EXPRESSÃO DE VIMENTINA COMO INDICADOR DE AGRESSIVIDADE NOS SUBTIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA: ANÁLISE POR IMUNO-HISTOQUÍMICA E SOBREVIVÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.56Palavras-chave:
Câncer de Mama, Transição Epitélio-Mesenquimal , Vimentina, Imuno-histoquímica, Marcadores Biológicos de TumorResumo
Introdução: O câncer de mama (CM) é a principal causa de morte por câncer em mulheres e o mais diagnosticado, classificado em subtipos moleculares: Luminal A, Luminal B, HER2+, Triplo-Negativo e Triplo Positivo. A Transição Epitélio-Mesenquimal (EMT) envolve a mudança de células epiteliais para um estado mesenquimal, promovendo migração, invasão, resistência à apoptose, metástase e resistência ao tratamento; desta forma, entender seus mecanismos moleculares é essencial para identificar mudanças críticas nesse processo, impulsionando o desenvolvimento de novas terapias mais eficazes e personalizadas. Objetivo: Analisar o marcador celular vimentina em tecidos tumorais de uma coorte de pacientes atendidas no Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna. Métodos: Foram utilizadas amostras de tecido tumoral parafinadas de 20 pacientes com CM. As amostras foram coradas por imuno-histoquímica para o marcador vimentina, sendo as imagens analisadas e classificadas semi-quantitativamente em 1+ (discreta), 2+ (moderada) e 3+ (intensa) de acordo com a intensidade de marcação. A associação da sobrevida das pacientes com CM e a expressão da vimentina foi realizada no Kaplan-Meier Plotter (KMplot). Resultados: Entre as pacientes, 10 eram do subtipo Luminal B, 6 do Luminal A, 2 de triplo positivo e 2 de triplo negativo. O subtipo Luminal B apresentou, em 7 das pacientes, padrão de deposição moderada, enquanto, em 4 pacientes do Luminal A, foi mais discreto. Os subtipos triplo positivo e Triplo-Negativo mostraram deposição intensa. A análise de Kaplan-Meier não revelou diferença significativa na sobrevivência entre grupos com elevada e discreta expressão de vimentina [HR 0,72 (0,34-1,56) p = 0,42]. Conclusão: Os resultados indicam que a expressão de vimentina em CM varia por subtipo, sendo elevada nos subtipos Triplo-Negativo e Triplo Positivo (indicando maior agressividade), moderada no Luminal B e discreta no Luminal A (perfil menos invasivo). A análise de sobrevivência não mostrou diferença significativa entre pacientes com elevada e discreta expressão de vimentina, que, apesar de sua importância biológica, não foi um preditor de prognóstico neste estudo. Estudos estão em andamento para avaliar quantitativamente os dados de expressão da vimentina e sua relação com fatores prognósticos das pacientes a fim de se obter um melhor entendimento do papel desse alvo como um possível biomarcador para diferenciar subtipos de câncer de mama e orientar tratamentos personalizados.
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