ANÁLISE IMUNOHISTOQUÍMICA DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA LUMINAL B: PARÂMETROS PATOLÓGICOS E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS
DOI:
https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.53Palavras-chave:
Câncer de mama; Imuno-histoquímica; Luminal B; Subtipos moleculares; Mutações genéticas.Resumo
Introdução:O câncer de mama (CM) é uma das principais neoplasias malignas entre as mulheres, apresentando significativa heterogeneidade molecular e histológica. O subtipo Luminal B é uma neoplasia hormônio-dependente caracterizada por alta proliferação celular, maior agressividade e maior probabilidade de metástase, sendo frequentemente diagnosticado em estágios avançados. A identificação do perfil imuno-histoquímico e a análise de mutações genéticas têm se mostrado essenciais para personalizar o tratamento e melhorar o prognóstico²⁴⁵. Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil imuno-histoquímico de pacientes com Câncer de Mama Luminal B (CMLB) e explorar sua relação com mutações em genes como AKT, PIK3CA, BRCA1, BRCA2 e TP53, os quais estão associados ao risco de progressão da doença e resistência ao tratamento. Os dados utilizados neste estudo foram coletados de pacientes do Instituto Mário Penna, utilizando amostras do Biobanco de Tumores. Objetivos: O principal objetivo é analisar o perfil imuno-histoquímico em pacientes com CMLB, identificando marcadores específicos relacionados ao prognóstico e às decisões terapêuticas. Além disso, o estudo visa investigar a relação entre essas características imuno-histoquímicas e dados clínico-patológicos, com foco em subtipos moleculares, graus histológicos e estadiamento. Desenho e Métodos: Este estudo baseia-se em dados clínico-patológicos de 18 pacientes diagnosticadas com CMLB, cujas amostras foram obtidas no Biobanco de Tumores do Instituto Mário Penna (CAAE - 82703418.8.0000.5121). A análise imuno-histoquímica incluirá os marcadores **FOXP3, PDL-1, PDL-2, CD3, CD4, CD8, Ki-67, HER2, Estrogênio (ER) e Progesterona (PR)**¹³. Além disso, serão avaliados os seguintes parâmetros: idade, estadiamento, grau histopatológico, tratamentos administrados (neoadjuvante, adjuvante, cirurgia, terapia hormonal) e presença de metástase. Resultados: A média de idade das pacientes foi de 51 anos (variando de 33 a 77 anos). Em relação ao estadiamento, 56% apresentaram tumores em estágios iniciais (IA e IIA), enquanto 44% foram diagnosticadas em estádios avançados (IIIA, IIIB e III). O grau histopatológico predominante foi G1 (72%), seguido por G2 (17%) e G3 (5,5%). O tratamento mais comum foi a terapia neoadjuvante (50%), enquanto 39% receberam terapia adjuvante. Metástases foram observadas em 44% dos casos. A análise imuno-histoquímica ajudará a identificar padrões chave de expressão proteica, que podem influenciar o comportamento tumoral e a resposta terapêutica. Conclusões/Considerações Finais: Este estudo contribuirá para a compreensão do perfil imuno-histoquímico e genético do CMLB, fornecendo dados cruciais para o desenvolvimento de biomarcadores prognósticos. Espera-se que as análises imuno-histoquímicas, associadas aos dados clínicos, forneçam uma base sólida para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas, ajudando a otimizar o tratamento de pacientes com esse subtipo de CM. O uso de dados do Biobanco de Tumores reforça a importância da pesquisa translacional em oncologia, permitindo que avanços científicos sejam aplicados na prática clínica. Palavras-chave: Câncer de mama; Imuno-histoquímica; Luminal B; Subtipos moleculares; Mutações genéticas.Downloads
Referências
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