RELAÇÃO DA EXPRESSÃO DE VIMENTINA COM A RESISTÊNCIA À QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO SEROSO DE ALTO GRAU

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.51

Palabras clave:

Transição Epitélio-Mesenquimal, Platina, Câncer de ovário seroso de alto grau (HGSOC)

Resumen

Introdução: O câncer de ovário (CO) é a oitava neoplasia mais prevalente entre as mulheres no Brasil 1. Seu subtipo mais comum e de pior prognóstico é o CO seroso de alto grau (HGSOC)2. 35% a 40% das mulheres diagnosticadas com HGSOC possuem sobrevida global de 5 anos. O tratamento de primeira linha baseia-se na quimioterapia à base de Platina. Essa abordagem terapêutica inicial demonstra eficácia em mais de 80% das pacientes. No entanto, apenas uma pequena parcela, entre 10% e 15%, alcançam remissão completa a longo prazo, evidenciando que a recorrência da doença e a quimiorresistência adquirida representam um desafio significativo no tratamento avançado do HGSOC 3. Acredita-se que este fenômeno está associado à Transição Epitélio-Mesenquimal (EMT), processo biológico onde células epiteliais passam a expressar Vimentina (VIM) e adquirem fenótipos mesenquimais, como capacidade migratória e resistência à apoptose 4,5. Objetivo: Validar a associação entre a expressão de VIM e a resistência à quimioterapia em pacientes HGSOC. Métodos: Foram selecionadas 19 pacientes HGSOC do Biobanco do Instituto Mário Penna para verificar a presença de VIM, confeccionando lâminas de 3μm a partir do tecido parafinado proveniente da biópsia destas pacientes. Utilizou-se a técnica de imuno-histoquímica para marcação da proteína. As análises quantitativas foram realizadas pelo software Images Scope 64x. Para realizar as análises, as pacientes foram segregadas em dois grupos: (i) Platino-sensíveis (PS), que apresentaram resposta clínica completa, sem presença de neoplasia, no intervalo de seis meses após o fim do tratamento, (ii) Platino-resistentes (PR), que apresentaram resposta parcial, com progressão ou estabilização da doença, ou a recidiva dela após 6 meses do fim do tratamento. Resultados: Os dados revelam que o grupo PS apresenta uma média de células positivas para a expressão de VIM de 25,23%, enquanto o grupo PR possui uma média de 37,41%. Com diferença estatística entre os grupos de p=0,0249. Conclusão: Os resultados indicam que o grupo PR, apresenta um maior percentual médio de expressão de VIM em comparação ao grupo PS. Sugerindo que as pacientes do grupo PR apresentam um processo de EMT mais acentuado, corroborando com a hipótese inicial de que esse processo está associado a quimiorresistência adquirida em pacientes HGSOC.

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Biografía del autor/a

Laura Kaori Menegussi Nakano, Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfofuncionais, Universidade Federal de São João Del Rei - Campus Dom Bosco

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São João Del-Rei (2023). Atualmente é estudante de pós-graduação em ciências morfofuncionais da Universidade Federal de São João Del-Rei. Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Morfologia

Izabela Ferreira Gontijo, Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia, Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna

Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Medicina Veterinária, pelo Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias da Escola de Medicina Veterinária da UFMG (2007) e doutora em Patologia pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da UFMG (2012). Pós-doutorado em patologia investigativa, área de concentração Patologia das Leishmanioses, pela Faculdade de Medicina da UFMG. Atuou como professora substituta na Universidade Federal de Ouro Preto entre os anos de 2011 a 2013. Apresenta vínculo com a Fundação Cristiano Varella (FCV) como pesquisadora no Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Cristiano Varella (Hospital do Câncer de Muriaé). Atualmente é professora titular da Faculdade de Minas (FAMINAS-BH) e é pesquisadora colaboradora, em Pesquisa Translacional em oncologia, do Instituto Mário Penna de Ensino, Pesquisa e Inovação. Atual revisora do livro texto: Robbins Patologia Básica 10ª edição. Possui experiência nas áreas de histopatologia, imuno-histoquímica e citometria de fluxo.

Paulo Guilherme de Oliveira Salles, Laboratório de Anatomia Patológica, Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna

Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (FM-UFMG, 1995). Residência em Clínica Médica pelo Hospital Municipal Odilon Behrens (1996) e em Patologia pelo Hospital das Clínicas da FM-UFMG (1999). Mestre em Patologia Médica pela FM-UFMG (2001). Research Fellow (Patologia Urológica) da Emory University (Atlanta, Georgia, EUA - 2002). MBA em Gestão de Sistemas de Saúde pelo IBMEC-MG (2007). Doutor em Medicina pela FM-UFMG (2010). Membro do corpo editorial da Revista : Mário Penna Journal(2022). Médico patologista sênior em laboratórios de Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). Diretor Científico do Instituto de Ensino e Pesquisa (IEPI) do Instituto Mário Penna (Belo Horizonte - MG).

Ramon de Alencar Pereira, Laboratório de Pesquisa Translacional em Oncologia, Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação, Instituto Mário Penna

Biólogo, graduando em análise e desenvolvimento de sistemas . MBA em Data Science Analytics pela USP, Mestre e Doutor em Patologia pelo Programa de Pós-Graduação em Patotologia da UFMG onde realizou pesquisas relacionadas a imunopatologia e teste de fármacos . Possui experiência como apoio técnico científico e foi docente do curso de medicina da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais. Atualmente realiza estágio Pós-Doutoral pelo Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da UFU onde desenvolve um estudo sobre aplicação de ferramentas de inteligência artificial para identificação de biomarcadores imuno-histoquímicos preditivos e de prognóstico do câncer de ovário seroso de alto grau, além disso, é pesquisador científico no Laboratório de Pesquisa Translacional do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação (NEPI) do Instituto Mário Penna onde desenvolve pesquisas focadas na identificação de marcadores preditivos e prognósticos do câncer de mama, ovário, colo do útero e tumores do sistema nervoso central como estratégia de medicina personalizada.

Citas

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Publicado

2025-10-23

Cómo citar

Silva Mesquita, F. A., Kaori Menegussi Nakano, L., Ferreira Gontijo, I., Guilherme de Oliveira Salles, P., & Pereira, R. de A. (2025). RELAÇÃO DA EXPRESSÃO DE VIMENTINA COM A RESISTÊNCIA À QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO SEROSO DE ALTO GRAU . Mário Penna Journal, 2(2), 96–98. https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.51

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