AVALIAÇÃO DO PERFIL DE CITOCINAS PLASMÁTICAS COMO BIOMARCADORES PROGNÓSTICO DE CÂNCER COLORRETAL

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.64

Palabras clave:

Citocinas, Biomarcadores, Câncer Colorretal.

Resumen

Introdução: O câncer colorretal (CCR) é o segundo mais incidente em mortalidade no Brasil, com previsão de 45.630 novos casos anuais entre 2023 e 2025. O diagnóstico precoce contribui para um melhor prognóstico, porém o CCR é muitas vezes assintomático ou com sintomas inespecíficos nos estágios iniciais, reduzindo a taxa de detecção. Ademais, mesmo diagnosticado precocemente, o acompanhamento prognóstico do CCR é complexo e a identificação de novos biomarcadores poderia melhorar a precisão e o direcionamento do tratamento. Objetivo: Avaliar o perfil de citocinas plasmáticas em pacientes com CCR para identificar potenciais biomarcadores prognósticos da doença. Metodologia: Foram analisadas 23 amostras de plasma de pacientes com CCR usando a técnica Luminex, divididas conforme o estadiamento:9 amostras de pacientes com CCR localizado (estágios I e II) e 14 amostras de pacientes com CCR avançado (estágios III e IV). Foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliar a distribuição dos dados, e as comparações independentes entre os grupos foram realizadas pelo teste de Mann-Whitney. Resultados e Discussão: Foram identificados níveis elevados das citocinas IL-8 e IL-2Ra em pacientes nos estágios III-IV, em comparação com os pacientes nos estágios I-II. Dados da literatura sugerem que a IL-8 está superexpressa em CCR em relação aos tecidos normais, com níveis elevados correlacionados a pior prognóstico, especialmente em casos avançados. Em CCR, a IL-8 desempenha um papel importante como mediadora da interação entre células tumorais e estromais, promovendo inflamação, progressão tumoral, angiogênese e metástases. A IL-2Ra, por sua vez, é um marcador de linfócitos T ativados, frequentemente presente em células T regulatórias. Em CCR, níveis elevados de IL-2Ra estão associados a pior prognóstico, devido ao papel imunossupressor das T-regs no microambiente tumoral. Estudos mostraram que as células T-regs com alta expressão de IL-2Ra apresentam maior atividade imunossupressora, inibindo respostas imunes antígeno-específicas contra tumores e favorecendo a recorrência da doença. Conclusão: Nossos resultados sugerem que as citocinas IL-8 e IL-2Ra possuem potencial para auxiliar na análise prognóstica de pacientes com CCR. Análises futuras serão realizadas para avaliar a performance dessas citocinas na diferenciação entre doença localizada e avançada, visando identificar a aplicabilidade clínica desses biomarcadores.

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Biografía del autor/a

Jorge Gomes Goulart Ferreira, Instituto Mário Penna- Núcleo de Ensino,Pesquisa e Inovação.

Biomédico com Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde - Biologia Celular e Molecular pelo Centro de Pesquisas René Rachou/Fiocruz. Realizou residência pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Genética do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui especializações em Biotecnologia e em Docência no Ensino Superior. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado no Instituto de Ensino, Pesquisa e Inovação (IEPI) do Instituto Mário Penna, onde atua em pesquisa translacional em oncologia e é responsável pelas plataformas de biologia molecular e citometria de fluxo. Também é responsável técnico substituto na Loci Genética Laboratorial e professor na Faculdade de Minas (FAMINAS BH). Tem ampla experiência em biologia molecular, imunologia, virologia, genética laboratorial e docência. Membro da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (RMPTO).

Marcela Maria de Oliveira Rosa, Instituto Mário Penna- Núcleo de Ensino,Pesquisa e Inovação.

Em busca da minha primeira oportunidade de estágio em Biomedicina, ainda não trabalhei na área. Iniciei meu estudos no curso, em fevereiro de 2023, e já no primeiro período tive a oportunidade de ser líder de turma à escolha de meus colegas de sala. Tive oportunidade de me relacionar de forma mais próxima dos professores e coordenadores do curso, participar da organização e promoção de alguns eventos aos colegas; Participei de seminários, palestras, workshops, e adquiri ótimo conhecimento e desempenho em todas as matérias. Entre os conteúdos estudados até aqui, adquiri um gosto especial por Reprodução humana e Genética; Tive a oportunidade de participar de um Congresso sobre o tema e aprender mais sobre como acontece a otimização de resultados de exames e a importância de uma equipe multidisciplinar.Experiências Práticas: - Curso Curso Multidisciplinar em Reprodução Humana 2023 -Vitória - ES;- Ação de testagem rápida para HIV, SÍFILIS, HEPATITE B e C;Campanha de doação de sangue, Fundação Hemominas em parceria com a universidade Fumec;- Palestra Jornada do homem tentante - Fertility now;- Ação de aferição de pressão arterial, glicemia e auto examede mamas, no Projeto Querubins;- Palestra sobre imunização pública e privada;- Palestrei sobre o câncer de mama para a empresa HidroBr aconvite da Coordenadora do meu curso; contemplando adoença em si, abordando temas como a importância dodiagnóstico precoce, como deve ser realizado o auto exame;entre outros.Tenho paixão especial por Biomedicina, e acredito muito na importância desta profissão para o avanço da medicina e na ciência como um todo.

Anna Carolina Almeida Paula, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear ( CDTN/CNEN).

Biomédica formada pela Faculdade de Minas - FAMINAS e atualmente cursa o mestrado em Ciência e Tecnologia das Radiações, Minerais e Materiais no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Durante sua trajetória, atuou como estagiária voluntária no setor de Patologia Clínica do Hospital Luxemburgo (Instituto Mário Penna), com experiência nas áreas de Microbiologia Clínica, Hematologia Clínica, Bioquímica Clínica e Uroanálise. Realizou pesquisas como estudante de Iniciação Científica pelo CNPq no CDTN, com ênfase na área de genética e câncer, explorando temas como microvesículas, biópsia líquida, nanobiossensores e nanomedicina. Atualmente, dedica-se ao desenvolvimento de aptâmeros voltados ao diagnóstico e estudo do vírus da dengue, unindo ciência e inovação para contribuir com avanços na saúde pública e no enfrentamento de desafios globais.

Danilo Roberto Carvalho Ferreira, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear ( CDTN/CNEN).

Possui graduação em Bioquímica pela Universidade Federal de São João Del-Rei (2018) e mestrado em Ciência e Tecnologia dos Minerais, Materiais e Radiações pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (2021). Atualmente é doutorando do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Bioquímica, atuando principalmente nos seguintes temas: maghemita, nanobiotencologia, perfil epidemiológico, sífilis e nanoparticula magenetica.

Estefânia Mara do Nascimento Martins, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear ( CDTN/CNEN).

Bióloga, com doutorado em Ciência Biológicas, ênfase em Micologia Médica (UFMG/2012) e mestrado (CDTN/2007) em Ciências e Tecnologia das Radiações e Materiais. Foi pós doutoranda residente do Departamento de Microbiologia e Imunologia da "Albert Einstein College of Medicine - Yeshiva University, NY/EUA (2012-2013) e do setor de nanomateriais do CDTN/CNEN (2014-2022). Atualmente é pesquisadora colaboradora junto ao Laboratório de Química das Nanoestruturas de Carbono (CDTN/CNEN), professora assistente do Programa de Pós-graduação do CDTN e professora adjunta da Faculdade Ciência Médicas e Minas Gerais (FCM-MG). Membro das seguintes Redes: Rede Mineira de Nanomedicina Teranóstica (FAPEMIG RED-00079-22); Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia (FAPEMIG RED00059-23); Rede Mineira de Pesquisa em Materiais Bidimensionais e suas Aplicações (FAPEMIG RED-00079-23). Subcoordenadora dos Projetos de pesquisa FINEP-29374 e FINEP-Doenças negligenciadas - 01/2021. Atua, principalmente, no desenvolvimento de compostos nanoestruturados de carbono e ouro associados à biomoléculas para uso em diagnóstico e terapia do câncer e das doenças infecciosas. Tem vasta experiência em laboratórios de pesquisa atuando nas áreas: microbiologia médica, biologia celular e molecular, nanocomplexos e nanocompósitos de nanotubos de carbono/grafenos e ouro, nanociência, nanotoxicologia e nanobiotecnologias. No âmbito da educação superior vem atuando nos seguintes temas: microbiologia geral e médica, citologia e histologia básica, patologia geral, biossegurança, metodologia científica e escrita científica; na Pós-graduação: tópicos especiais em citometria de fluxo e nanobiotecnologias.

Bruna de Paula Dias, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear ( CDTN/CNEN).

Sou graduada em Ciências Biológicas pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), com mestrado e doutorado em Biotecnologia, na área de concentração de saúde humana e animal, pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). No decorrer do mestrado, realizei pesquisas direcionadas para a detecção de Paracoccidioides brasiliensis usando nanobastões de ouro. Já no doutorado, as pesquisadas foram direcionadas para métodos diagnósticos para arbovírus de importância médica e o SARS-CoV-2. Paralelamente à minha trajetória acadêmica, participei do BioStartup Academy Premium, um programa de pré-aceleração de startups promovido pela Fundação BIOMINAS BRASIL. Nessa jornada empreendedora, co-fundei a startup GoldNanOP, contribuindo para meu desenvolvimento profissional e ampliando meus conhecimentos em empreendedorismo. Atualmente faço Pós-doutorado no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, no Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono (instagram: @lqn.cdtn) e sou integrante da Rede Mineira de Nanomedicina Teranóstica da FAPEMIG (instagram: @rede_nano_tera) e da Rede Mineira de Pesquisa Translacional em Oncologia da FAPEMIG. Meus trabalhos atuais concentram no desenvolvimento de nanoplataformas de ouro para o diagnóstico de câncer e da Paracoccidioidomicose.

Paulo Guilherme de Oliveira Salles, paulo.salles@mariopenna.org.br

Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 1995). Residência em Clínica Médica pelo Hospital Odilon Behrens (1996) e em Anatomia Patológica e Citopatologia pelo Hospital das Clínicas da FM-UFMG (1999). Mestre em Patologia Médica pela F-MUFMG. MBA em Gestão de Sistemas de Saúde pelo IBMEC/MG. Research Fellow (Patologia Urológica) da Emory University (Atlanta, Georgia, EUA). Doutor em Medicina pela FM-UFMG. Atua como médico patologista, em Belo Horizonte (MG), nos hospitais do Instituto Mário Penna (Hospital Mário Penna e Hospital Luxemburgo - Coordenador e RT do Serviço), no Laboratório Dairton Miranda (Coordenador e RT do Serviço), e no Hospital Biocor. Diretor do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP) do Instituto Mário Penna. Professor Adjunto de Patologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Clascidia Aparecida Furtado, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear ( CDTN/CNEN).

Bacharelado (1994) e doutorado (1998) em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-doutorado (2003) pela The Pennsylvania State University, EUA. Foi pesquisadora visitante no Centre de Recherche Paul Pascal CRPP/CNRS - Universidade de Bordeaux-I, França. É pesquisadora do Serviço de Nanotecnologia do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), sendo uma das coordenadoras do Laboratório de Química de Nanoestruturas de Carbono - LQN/CDTN-SisNANO, e professora no Programa de Pós-Graduação do CDTN. Foi membro da Câmara de Assessoramento de Ciências Exatas e dos Materiais (CEX) da FAPEMIG, membro do Comitê Gestor de uma das Redes Nacionais de Nanotoxicologia e diretora da Divisão de Química de Materiais da Sociedade Brasileira de Química (DQM/SBQ). Tem experiência nas áreas de Química da Matéria Condensada e Ciência dos Materiais, atuando principalmente nos temas: manipulação química de nanomateriais de carbono (purificação, dispersão, esfoliação, funcionalização, formação de híbridos, nanocomplexos e nanocompósitos de nanotubos de carbono e grafenos), nanociência e nanotecnologia.

Citas

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CHIARA BAZZICHETTO et al. Interleukin-8 in Colorectal Cancer: A Systematic Review and Meta-Analysis of Its Potential Role as a Prognostic Biomarker. Biomedicines, v. 10, n. 10, p. 2631–2631, 19 out. 2022. DOI: 10.3390/biomedicines10102631 DOI: https://doi.org/10.3390/biomedicines10102631

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Câncer de cólon e reto — Instituto Nacional de Câncer - INCA. Disponível em :<https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios/cancer-de-colon-e-reto>.

Publicado

2025-10-23

Cómo citar

Guimaraes, S. C. F., Ferreira, J. G. G., Rosa, M. M. de O., Paula, A. C. A., Ferreira, D. R. C., Martins, E. M. do N., Dias, B. de P., Salles, P. G. de O., & Furtado, C. A. (2025). AVALIAÇÃO DO PERFIL DE CITOCINAS PLASMÁTICAS COMO BIOMARCADORES PROGNÓSTICO DE CÂNCER COLORRETAL . Mário Penna Journal, 2(2), 69–72. https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.64

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