Identificação de variantes em genes da Via MAPK em uma coorte de pacientes com Câncer de Mama
DOI:
https://doi.org/10.61229/mpj.v2i2.54Palabras clave:
câncer de mama, Medicina de Precisão, BiomarcadorResumen
Introdução
O câncer de mama (CM) é o tipo de câncer mais prevalente entre mulheres em todo o mundo1. Globalmente, o CM foi responsável por cerca de 685 mil óbitos em 20202. No Brasil, estima-se cerca de 74 mil novos casos anuais de CM para o triênio 2023-2025, com uma taxa de mortalidade de 16,4%3.
O CM representa uma alta carga de morbidade e mortalidade, com desafios como detecção tardia, barreiras socioeconômicas e baixa conscientização sobre a doença1. Neste contexto, estratégias baseadas em medicina personalizada (MP) poderão superar os desafios do manejo dessas pacientes.
Objetivo
Identificar variantes genômicas relacionadas à via de sinalização MAPK em uma coorte de pacientes com câncer de mama atendidas no Hospital Luxemburgo (HL).
Métodos
Alvos da via de sinalização MAPK1, presente no sequenciamento de 35 pacientes com CM obtido usando o QIAseq Multimodal Pan-Cancer Panel (Qiagen), foram selecionados no STRING DATABASE (anotação HSA-5684996 - intervalo de confiança ≥ 0.9). A chamada de variantes foi feita com o software QIAGEN CLC Genomics Workbench 23. Posteriormente, essas variantes foram classificadas no ClinVar para identificação de variantes associadas às vias canônicas e anotação de patogenicidade. Além disso, a associação da sobrevida das pacientes com CM e esse gene foi realizada no Kaplan-Meier Plotter (KMplot).
Resultados
Foram identificados 283 genes na via MAKP1. Scripts eliminaram duplicatas e definiram os genes comuns no Multimodal Panel, reduzindo a 55 genes. A chamada de variantes revelou 9.400 variantes nos 55 genes avaliados. Dos quais 11 genes foram predominantemente mutados. O IRS1 se destacou com o maior número de variantes identificadas (418), sendo: 1 provavelmente patogênica, 5 de significância incerta e 406 não reportadas. A análise no Kmplot mostrou que IRS1 mutado está associado a baixa sobrevida das pacientes com CM [HR 3,6 (1,14-11,33) p= 0,019].
Conclusão
Esses resultados refletem uma elevada carga de alterações genéticas em genes-chave da via MAPK, frequentemente associados à progressão tumoral e resistência terapêutica. A classificação dessas variantes e sua relação com os desfechos clínicos das pacientes contribuirá para o entendimento das bases moleculares da CM e podem auxiliar na identificação de biomarcadores em prol da MP.
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Citas
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