https://revista.mariopenna.org.br/mpj/issue/feed Mário Penna Journal 2025-10-24T01:04:26+00:00 Revista MPJ revistampj@mariopenna.org.br Open Journal Systems <h1>INSTITUTO MÁRIO PENNA - Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação (NEPI)</h1> <p>Referência em oncologia no estado de Minas Gerais, o Instituto Mário Penna se projeta como protagonista no cenário científico por meio do Instituto Mário Pena – Ensino, Pesquisa e Inovação. A unidade visa ampliar projetos acadêmicos, transformar a assistência em saúde e fomentar a inovação diagnóstica do câncer no país.</p> <p>O setor do Ensino promove inúmeros eventos e atividades que colaboram para a capacitação contínua de seu corpo clínico e assistencial, bem como para a disseminação de conteúdos relevantes sobre o diagnóstico e tratamento das patologias oncológicas, recebendo o apoio de inúmeras instituições assistenciais, de ensino e de indústrias do setor.</p> <p>No que tange à Pesquisa Clínica, o setor atua em parceria com a indústria farmacêutica na validação de novas modalidades terapêuticas, levando esperança de tratamento para pacientes muitas vezes sem alternativas. Já o setor de Pesquisa Translacional conta com um parque tecnológico primoroso e atua no desenvolvimento de pesquisas inovadoras e estratégicas, gerando conhecimento e avanços que contribuem para o diagnóstico, o monitoramento e o tratamento do câncer.</p> <p>A <strong>Mário Penna Journal</strong> - <em>molecular and clinical cancer research</em> é o periódico vinculado ao Instituto Mário Penna - Ensino, Pesquisa e Inovação. Trata-se de uma ferramenta importante de divulgação e difusão do conhecimento na área de oncologia e saúde humana.</p> <p>A missão é promover a divulgação científica multidisciplinar no âmbito da pesquisa clínica, translacional e básica em oncologia, envolvendo pesquisadores, médicos e demais profissionais da saúde na pesquisa em oncologia.</p> <p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é fomentar a produção científica de artigos científicos, revisões e estudos de casos relacionados às diversas temáticas relacionadas às especialidades oncológicas e suas inter-relações, tais como: Oncologia clínica, Hematologia, Oncopediatria, cirurgia oncológica, Enfermagem oncológica, Farmácia Oncológica, Pesquisa Clínica e Pesquisa Translacional em oncologia.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O público-alvo constitui-se de graduandos, pós-graduandos, médico, residentes, mestres, doutores, professores, pesquisadores e comunidade científica em geral.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><strong>ISSN: 2965-159X</strong></span></p> https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/67 Editorial 2025-07-18T11:57:48+00:00 Letícia da Conceição Braga leticia.braga@mariopenna.org.br <p>&nbsp;</p> <p><strong>Editorial</strong></p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p>Vivemos um momento em que a integração entre a pesquisa básica e clínica é essencial para o avanço no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer. Nesse contexto, a <em>Mário Penna Journal</em> tem como missão fomentar o diálogo entre pesquisadores, profissionais da saúde e instituições de ensino e pesquisa, promovendo a publicação de estudos que contribuam efetivamente para o desenvolvimento da ciência oncológica no Brasil e no mundo.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Nosso compromisso é oferecer um espaço de excelência para a divulgação de pesquisas originais, revisões, relatos de caso e artigos de opinião que reflitam a complexidade e a interdisciplinaridade da oncologia moderna. Ao estimular a produção científica de qualidade e o intercâmbio de experiências, buscamos fortalecer a ponte entre o conhecimento acadêmico e a prática clínica, com impacto direto na vida dos pacientes.</p> <p>&nbsp;</p> <p>É com grande satisfação que apresentamos a terceira edição <em>da Mário Penna Journal - Molecular and Clinical Cancer Research</em>. Nesta edição, destacamos uma coleção diversificada de artigos científicos que refletem a amplitude das especialidades oncológicas, abrangendo temas cruciais para a prática clínica e a pesquisa translacional. Os artigos apresentados oferecem uma visão aprofundada sobre questões atuais e emergentes na oncologia.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Artigos Destaques desta Edição:</strong></p> <p>1.Endocardite Infecciosa em Paciente Oncológico: Tratamento com Troca de Valva Tricúspide por Xenoprótese Porcina</p> <p>&nbsp;</p> <p>Giancarlo Grossi Mota</p> <p>Demétrius Lúcius Sales Costa</p> <p>Milena Pereira Santos</p> <p>Eduardo Augusto Resende Penido</p> <p>Clara Pereira Santos</p> <p>&nbsp;</p> <p>2.CARCINOMA UROTELIAL DE BEXIGA NÃO MÚSCULO-INVASIVO REFRATÁRIO AO BCG:&nbsp; Relato de Caso</p> <p><em>&nbsp;</em></p> <p>Ellias Magalhães e Abreu Lima</p> <p>Mariza Corrêa Petrini</p> <p>&nbsp;</p> <p>3.Evaluation of the OvarianTag biomarker panel's applicability in detecting Krukenberg tumors</p> <p><em>&nbsp;</em></p> <p>Ana Beatriz Ramos Do Nascimento</p> <p>Eduardha Santos Temponi Barroso</p> <p>Anna Carolina Almeida de Paula</p> <p>Stephanie Braga Gonçalves da Silva</p> <p>Rafaela Lopes Figueiredo de Andrade</p> <p>Thalía Rodrigues de Souza Zózimo</p> <p>Aline Luiza Costa e Silva</p> <p>Ramon De Alencar Pereira</p> <p>Pedro Henrique Villar Delfino</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Jorge Gomes Goulart Ferreira</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="4"> <li>Tratamento do câncer de mama triplo-negativo com pembrolizumabe: uma revisão integrativa</li> </ol> <p>Aline Cristina Ferreira</p> <p>Eduarda Aparecida Cabral</p> <p>Alessandra Cristina Pupin Silvério</p> <p>&nbsp;</p> <p>Além desses artigos principais, nesta edição também trazemos os resumos apresentados no 3° Simpósio de Especialidades Oncológicas e Seminário de Iniciação Científica do Instituto Mário Penna. O evento faz parte do calendário anual do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - Fapemig.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>SUPLEMENTO: Resumos do </strong><strong>3° Simpósio de Especialidades Oncológicas e Seminário de Iniciação Científica do Instituto Mário Penna</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p>1.IDENTIFICAÇÃO DE VARIANTES EM GENES DA VIA MAPK EM UMA COORTE DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA</p> <p>&nbsp;</p> <p>Kassyane Amanda Rodrigues Furtado</p> <p>Thalia Rodrigues de Souza Zózimo</p> <p>Rafaela Lopes Figueiredo de Andrade</p> <p>Carolina Pereira de Melo</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Vasco Ariston de Carvalho Azevedo</p> <p>&nbsp;</p> <p>2.TUMOR DE BRENNER BENIGNO ASSOCIADO A CISTOADENOMA MUCINOSO: série de casos</p> <p>&nbsp;</p> <p>Eduardha Santos Temponi Barroso</p> <p>Raíssa Êmily Andrade Souza</p> <p>Paula Pereira de Souza</p> <p>Priscila Rosse Lopes Viana</p> <p>Vitória Bese Moreira</p> <p>Aline Luiza Costa e Silva</p> <p>Jorge Gomes Goulart Ferreira</p> <p>Eduardo Batista Cândido</p> <p>&nbsp;</p> <p>3.PERFIL DE MIRNAS DE VESÍCULA EXTRACELULAR COMO PREDITOR DE RESPOSTA PATOLÓGICA COMPLETA NO CÂNCER DE MAMA SUBMETIDO À TERAPIA NEOADJUVANTE</p> <p>&nbsp;</p> <p>Álvaro Percínio Costa</p> <p>Angelo Borges de Melo Neto</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>&nbsp;</p> <p>Agnaldo Lopes da Silva Filho</p> <p>Laurence Rodrigues do Amaral</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>&nbsp;</p> <p>4.ANÁLISE DOS NÍVEIS DE CITOCINAS NO LÍQUIDO ASCÍTICO DERIVADO DE TUMORES OVARIANOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE POTENCIAIS BIOMARCADORES DIAGNÓSTICOS E PROGNÓSTICOS DA DOENÇA</p> <p>&nbsp;</p> <p>Marcela Maria de Oliveira Rosa</p> <p>Jorge Gomes Goulart Ferreira</p> <p>Sarah Cristina Ferreira Guimarães</p> <p>Ana Beatriz Ramos Do Nascimento</p> <p>Eduardha Santos Temponi Barroso</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>Aline Luiza Costa e Silva</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Eduardo Batista Cândido</p> <p>&nbsp;</p> <p>5.AVALIAÇÃO DO PERFIL DE CITOCINAS PLASMÁTICAS COMO BIOMARCADORES PROGNÓSTICO DE CÂNCER COLORRETAL</p> <p>&nbsp;</p> <p>Sarah Cristina Ferreira Guimarães</p> <p>Marcela Maria de Oliveira Rosa</p> <p>Anna Carolina Almeida de Paula</p> <p>Danilo Roberto Carvalho Ferreira</p> <p>Estefânia Mara do Nascimento Martins</p> <p>Bruna de Paula Dias</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Clascidia Aparecida Furtado</p> <p>&nbsp;</p> <p>Jorge Gomes Goulart Ferreira</p> <p>&nbsp;</p> <p>6.VALIDAÇÃO DE DADOS IN SILICO DE BIOMARCADORES IMUNOLÓGICOS E ALVOS DE IMUNOTERAPIA NO GLIOBLASTOMA IDH- WILDTYPE PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA</p> <p>&nbsp;</p> <p>Matheus Bortolini Lima Muniz</p> <p>Karla Cândida Parreira</p> <p>Leonardo Augusto Wendling Henriques</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Izabela Ferreira Gontijo de Amorim</p> <p>Francisco Augusto Silva Mesquita</p> <p>Ramon de Alencar Pereira</p> <p>&nbsp;</p> <p>7.RNAS LONGO NÃO CODIFICANTES ASSOCIADOS À PROGRESSÃO E À RESPOSTA AO TRATAMENTO NO CÂNCER DO COLO UTERINO</p> <p>&nbsp;</p> <p>Bruna Custódio Dias Duarte</p> <p>Angelo Borges de Melo Neto</p> <p>Álvaro Percínio Costa</p> <p>Carolina Pereira de Souza Melo</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Agnaldo Lopes da Silva Filho</p> <p>Wander de Jesus Jeremias</p> <p>Pedro Luiz Lima Bertarini</p> <p>Laurence Rodrigues do Amaral</p> <p>Matheus de Souza Gomes</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="8"> <li>ANÁLISE DE miRNAs EM VESÍCULAS EXTRACELULARES DE PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO: identificação de potenciais biomarcadores para diagnóstico e prognóstico</li> </ol> <p>Angelo Borges de Melo Neto</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Adriana Abalen Martins Dias</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="9"> <li>IDENTIFICATION OF GENETIC VARIANTS ASSOCIATED WITH TRIPLE-NEGATIVE BREAST CANCER AND HIGH-GRADE SEROUS OVARIAN CANCER</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>Arthur Schenider Oliveira Felipe</p> <p>Maria Vitória Costa Felipe</p> <p>Álvaro Percínio Costa</p> <p>Diogo Gomes da Costa</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="10"> <li>IMMUNOHISTOCHEMICAL ANALYSIS OF PATIENTS WITH LUMINAL B BREAST CANCER: PATHOLOGICAL PARAMETERS AND THERAPEUTIC STRATEGIES</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>Maria Vitória Costa Felipe</p> <p>Arthur Schenider Oliveira Felipe</p> <p>Ramon de Alencar Pereira</p> <p>Diogo Gomes da Costa</p> <p>Jorge Gomes Goulart Ferreira</p> <p>Fábio Ribeiro Queiroz</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="11"> <li>ANÁLISE DA MATRIZ EXTRACELULAR COMO POTENCIAL INDICADOR PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM GLIOBLASTOMA IDH - WILD TYPE</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>Karla Cândida Parreira</p> <p>Matheus Bortolini Lima Muniz</p> <p>Leonardo Augusto Wendling Henriques</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Izabela Ferreira Gontijo de Amorim</p> <p>Ramon de Alencar Pereira</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="12"> <li>RELAÇÃO DA EXPRESSÃO DE VIMENTINA COM A RESISTÊNCIA À QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO SEROSO DE ALTO GRAU</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>Francisco Augusto Silva Mesquita</p> <p>Laura Kaori Menegusse Nakamo</p> <p>Izabela Ferreira Gontijo</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <ol start="13"> <li>EXPRESSÃO DE VIMENTINA DOMO INDICADOR DE AGRESSIVIDADE NOS SUBTIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA: Análise por Imuno-Histoquímica e Sobrevivência</li> </ol> <p>&nbsp;</p> <p>Laura Kaori Menegussi Nakano</p> <p>Francisco Augusto Silva Mesquita</p> <p>Ramon de Alencar Pereira</p> <p>Paulo Guilherme de Oliveira Salles</p> <p>Ana Luiza de Magalhães Freitas</p> <p>Izabela Ferreira Gontijo de Amorim</p> <p>Ramon de Alencar Pereira</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>Agradecemos a todos os autores, revisores e colaboradores que contribuíram para a realização desta edição. Juntos, continuamos a avançar na luta contra o câncer, transformando a assistência em saúde e promovendo a esperança para os pacientes.</p> <p>&nbsp;</p> <p>Boa leitura!</p> <p>&nbsp;</p> <p>Atenciosamente</p> <p><em>Letícia da Conceição Braga – PhD</em></p> <p><em>Editora da Revista MPJ</em></p> <p>Coordenadora do Laboratório de Pesquisa Básica e Translacional em Oncologia</p> <p><em>Instituto Mário Penna - Núcleo de Ensino, Pesquisa e Inovação</em></p> <p><a href="mailto:revistampj@mariopenna.org.br">revistampj@mariopenna.org.br</a></p> <p><a href="http://www.mariopenna.org.br/">www.mariopenna.org.br</a></p> <p><a href="http://lattes.cnpq.br/9979493696239511">http://lattes.cnpq.br/9979493696239511</a></p> <p><a href="https://www.linkedin.com/in/leticia-braga-12170627/">https://www.linkedin.com/in/leticia-braga-12170627/</a></p> <p><a href="https://orcid.org/0000-0002-6181-9410">https://orcid.org/0000-0002-6181-9410</a></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/44 Endocardite Infecciosa em Paciente Oncológico 2025-10-24T01:04:02+00:00 Milena Pereira Santos santospmilena@gmail.com Giancarlo Grossi Mota giancarlo.grossi@hotmail.com Demétrius Lúcius Sales Costa demetriuslsc@yahoo.com Eduardo Augusto Resende Penido penidoeduardo98@gmail.com Clara Pereira Santos clarapsantos01@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A endocardite infecciosa (EI) da valva tricúspide é uma condição rara associada a alta morbimortalidade, causada principalmente pela bactéria Staphylococcus aureus. Esta infecção afeta as valvas cardíacas e outros tecidos endoteliais do coração, levando à formação de vegetações que podem resultar em complicações graves, como insuficiência valvar. Relatamos o caso de uma paciente de 33 anos com câncer de útero e provável metástase pulmonar, que desenvolveu EI na valva tricúspide por </span><em><span style="font-weight: 400;">Staphylococcus aureus.</span></em><span style="font-weight: 400;"> Apesar do tratamento antimicrobiano, a paciente apresentou insuficiência tricúspide severa e foi submetida à substituição da valva por uma xenoprótese porcina. O diagnóstico foi confirmado por ecocardiograma transesofágico, revelando vegetações significativas. A intervenção cirúrgica resultou em recuperação clínica estável, </span>destacando a complexidade do manejo da EI em pacientes oncológicos.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/45 CARCINOMA UROTELIAL DE BEXIGA NÃO MÚSCULO-INVASIVO REFRATÁRIO AO BCG 2025-10-24T01:04:00+00:00 Mariza Corrêa Petrini mariza.correa16@hotmail.com Ellias Magalhães e Abreu Lima ellias.lima@mariopenna.org.br <p class="p1">O carcinoma urotelial não músculo-invasivo de bexiga é uma neoplasia relativamente comum, caracterizada por lesões que podem apresentar alto risco de recorrência e progressão. Este relato de caso descreve o manejo clínico de uma paciente de 75 anos, no Hospital Luxemburgo, em Belo Horizonte - MG, com múltiplas lesões de alto risco, destacando a complexidade no tratamento desses casos refratários ao tratamento padrão. A discussão aborda a necessidade de aplicação de terapias adjuvantes, como a imunoterapia com BCG intravesical, e também a necessidade de considerar abordagens alternativas, como a cistectomia radical, diante da refratariedade ao tratamento inicial e da recorrência do tumor.</p> <p class="p1"><strong>Palavras-chave</strong>: Neoplasias não Músculo Invasivas da Bexiga; Carcinoma de Células transicionais; BCG; Tratamento Farmacológico; Cistectomia.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/58 Avaliação da aplicabilidade do painel de biomarcadores OvarianTag na detecção de tumores de Krukenberg. 2025-10-24T01:03:51+00:00 Ana Beatriz Ramos Do Nascimento anabeatrizramosnascimento.2003@gmail.com Eduardha Santos Temponi Barroso eduardhabarrosomed@gmail.com Anna Carolina Almeida de Paula aalmeidadepaulabiomed@gmail.com Stephanie Braga Gonçalves da Silva stephanie.bragasilva@gmail.com Rafaela L opes Figueiredo de Andrade rafaela.oncotag@gmail.com Thalía Rodrigues de Souza Zózimo thalia.souza@mariopenna.org.br Aline Luiza Costa e Silva alineluizacs@ufmg.br Ramon De Alencar Pereira ramon2alencar@gmail.com Pedro Henrique Villar Delfino pedro.villar@oncotag.com.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Jorge Gomes Goulart Ferreira jorge.ferreira@mariopenna.org.br <p>O tumor de Krukenberg é um adenocarcinoma metastático do ovário, geralmente originado no trato gastrointestinal, especialmente no câncer gástrico. Ele representa uma proporção significativa dos tumores ovarianos, sendo mais comum em populações asiáticas. Esses tumores costumam afetar mulheres mais jovens e têm um prognóstico desfavorável. O diagnóstico é desafiador devido às semelhanças clínicas com outros cânceres de ovário, exigindo uma abordagem multimodal que inclui exames de imagem, análise histopatológica e marcadores bioquímicos. O CA-125 pode ser útil no diagnóstico, mas possui baixa especificidade. A identificação de biomarcadores moleculares específicos para tumores de Krukenberg poderia melhorar o diagnóstico e o tratamento. Este estudo investigou o uso do painel de biomarcadores OvarianTag®, desenvolvido para avaliar o prognóstico do câncer epitelial de ovário (EOC), na diferenciação entre cânceres primários de ovário e tumores metastáticos de outras origens, como os de origem gastrointestinal. A pesquisa analisou amostras de tumores de Krukenberg e de câncer primário de ovário, utilizando RNA extraído dos tecidos tumorais e análise da expressão gênica por RT-qPCR. Apesar da análise genética, o algoritmo OvarianTag® não conseguiu distinguir com precisão os tumores de Krukenberg dos cânceres primários de ovário. A expressão dos genes TNFSRF10B, TNFSRF10C e CASP8 não apresentou diferenças significativas entre os grupos, e o algoritmo falhou em classificar corretamente os tumores de Krukenberg. Esses resultados sugerem que o OvarianTag® não é eficaz para essa aplicação específica, ressaltando a necessidade de novos biomarcadores para melhorar o diagnóstico de tumores ovarianos metastáticos.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/65 TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO COM PEMBROLIZUMABE 2025-10-24T01:03:45+00:00 Aline Ferreira alinecferreira070@gmail.com Eduarda Cabral eduarda.ap24@gmail.com Alessandra Cristina Pupin Silvério alessandra.silverio@unifenas.br <p><strong>Introdução</strong>: O câncer de mama triplo-negativo (CMTN) representa um subtipo agressivo de neoplasia mamária, caracterizado pela ausência dos receptores hormonais de estrogênio, progesterona e da proteína HER2. Essa condição limita as possibilidades terapêuticas, tornando a quimioterapia a principal opção de tratamento. O CMTN é mais prevalente em mulheres jovens e comumente associado a mutações germinativas no gene BRCA1. Nesse contexto, o uso do pembrolizumabe, um anticorpo monoclonal que bloqueia a via PD-1, surge como uma estratégia imunoterápica promissora, ao potencializar a resposta imune antitumoral mediada por linfócitos T. <strong>Objetivo:</strong> Explorar evidências científicas sobre o uso do pembrolizumabe no tratamento do CMTN, visando ampliar as opções terapêuticas e melhorar o prognóstico das pacientes. <strong>Método:</strong> Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com base nas diretrizes do protocolo PRISMA. Foram selecionados estudos que abordam o uso de pembrolizumabe em pacientes com CMTN, sem restrição de idioma ou delineamento metodológico. <strong>Resultados: </strong>Os estudos analisados demonstraram que o pembrolizumabe apresenta benefícios clínicos relevantes, como aumento da sobrevida livre de progressão e respostas objetivas em pacientes com CMTN avançado. &nbsp;<strong>Conclusão:</strong> O pembrolizumabe configura-se como uma alternativa terapêutica inovadora no manejo do CMTN, atuando na modulação da resposta imune tumoral. Apesar dos resultados promissores, são necessários ensaios clínicos com amostras maiores e seguimento prolongado para validar sua eficácia e segurança em longo prazo, possibilitando sua consolidação na prática clínica oncológica.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/46 IDENTIFICAÇÃO DE VARIANTES GENÉTICAS ASSOCIADAS AO CÂNCER DE MAMA TRIPLO-NEGATIVO E CÂNCER DE OVÁRIO SEROSO DE ALTO GRAU 2025-10-24T01:03:59+00:00 Arthur Schenider Oliveira Felipe arthurschenider5@gmail.com Maria Vitória Costa Felipe mavifelipe2000@gmail.com Álvaro Percínio Costa alvaropercinio@gmail.com Diogo Gomes da Costa diogogomesdacosta96@gmail.com Fábio Ribeiro Queiroz fabio.queiroz@mariopenna.org.br Letícia da Conceição Braga braga.ltc@gmail.com <p>Este estudo visa identificar biomarcadores tumorais prognósticos ou preditivos em pacientes com câncer de mama triplo negativo (TNBC) e câncer de ovário seroso de alto grau (HGSOC), ambos de difícil tratamento e diagnóstico. Foram coletadas amostras de sangue de 10 pacientes do Biobanco de Tumores do Instituto Mário Penna. O DNA livre de células (cfDNA) foi extraído, processado e sequenciado, gerando mais de 30 milhões de leituras por amostra. A análise genética está em andamento e poderá revelar biomarcadores relevantes, contribuindo para diagnósticos mais eficazes e terapias personalizadas por meio de biópsia líquida.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/60 TUMOR DE BRENNER BENIGNO ASSOCIADO A CISTOADENOMA MUCINOSO 2025-10-24T01:04:16+00:00 Eduardha Santos Temponi Barroso eduardhabarrosomed@gmail.com Raíssa Êmily Andrade Souza Rai.emily@outlook.com Paula Pereira de Souza paulapsouzaa@gmail.com Priscila Rosse Lopes Viana Priscila.rosse@gmail.com Vitória Bese Moreira vihbese@yahoo.com.br Aline Luiza Costa e Silva alineluizacs@ufmg.br Jorge Gomes Goulart Ferreira jorge.ferreira@mariopenna.org.br Eduardo Batista Cândido candidoeb@gmail.com <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">Os tumores ovarianos compreendem uma ampla diversidade de neoplasias, dentre as quais o tumor de Brenner, uma neoplasia rara, representa 2,5% dos tumores de ovário. Por outro lado, os cistoadenomas mucinosos são mais frequentes, representando até 20% das massas anexiais ovarianas. Em casos envolvendo o tumor de Brenner, a ocorrência simultânea de múltiplas neoplasias ovarianas em um mesmo indivíduo é relatada em até 30% dos pacientes. Entretanto, a associação específica entre o tumor de Brenner e citoadenomas mucinosos, como descrito nesta série de casos, foi poucas vezes descrita na literatura e ainda permanece pouco explorada. </span><strong>Objetivo:</strong><span style="font-weight: 400;"> Descrever e discutir uma série de casos de tumor de brenner benigno associado com cistoadenoma mucinoso de ovário. </span><strong>Metodologia:</strong><span style="font-weight: 400;"> Este é um estudo retrospectivo descritivo, realizado a partir da análise de prontuários médicos. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Mário Penna (CAAE: 70737323.7.0000.5121). As informações clínicas foram coletadas por meio da revisão dos prontuários eletrônicos disponíveis na plataforma MV PEP 2000i, incluindo dados clínicos, exames laboratoriais e de imagem. </span><strong>Resultados e Discussão: </strong><span style="font-weight: 400;">Foram analisados três casos de mulheres menopausadas, com idades de 55, 60 e 88 anos. A paciente mais jovem teve o tumor identificado acidentalmente em exame de imagem realizado durante investigação de dor lombar. As outras duas pacientes apresentavam aumento do volume abdominal associado a dor pélvica que não melhorava com analgesia simples. Ambas eram tabagistas com carga tabágica de 42 anos/maço e de 100 anos/maço respectivamente. Imagiologicamente os tumores apresentavam aparência complexa com áreas sólidas-císticas com presença de septações. O CA 19.9 estava elevado em um dos casos(268,1 U/mL), e dois tumores excediam 30 cm de diâmetro.&nbsp; Diante do quadro das pacientes a escolha cirúrgica foi da ooforectomia bilateral nos dois últimos casos e para paciente mais jovem optou-se pela anexectomia unilateral. A análise histológica revelou tumor de Brenner benigno associado com cistoadenoma mucinoso de ovário. Em nenhum dos casos há registro de recidiva tumoral.</span><strong> Considerações Finais:</strong><span style="font-weight: 400;"> Devido à sua raridade, inespecificidade sintomática e aparência complexa, o diagnóstico de um tumor de Brenner torna-se um desafio para os ginecologistas. Embora exames de imagem contribuam para o diagnóstico, a ausência de características específicas torna a análise histológica indispensável para o diagnóstico definitivo. A possibilidade de associação específica entre o tumor de Brenner e citoadenomas mucinosos, reforça a necessidade de mais estudos que melhorem a compreensão dessa relação e contribuam para identificação precoce e precisa dessas neoplasias.&nbsp; </span></p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/61 PERFIL DE MIRNAS DE VESÍCULA EXTRACELULAR COMO PREDITOR DE RESPOSTA PATOLÓGICA COMPLETA NO CÂNCER DE MAMA SUBMETIDO À TERAPIA NEOADJUVANTE 2025-10-24T01:03:48+00:00 Álvaro Percínio Costa alvaropercinio@gmail.com Angelo Borges de Melo Neto angeloborgesmelo@gmail.com Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Agnaldo Lopes da Silva Filho agnaldo.ufmg@gmail.com Laurence Rodrigues do Amaral laurence@ufu.br Fábio Ribeiro Queiroz fabioribeiroqueiroz@gmail.com <p><strong>Introduction:</strong> Neoadjuvant therapy in breast cancer allows for the assessment of the degree of pathological response in the surgical specimen, providing prognostic and predictive information to guide subsequent treatments. Pathological complete response (pCR) is a prognostic factor widely associated with overall survival and is commonly used as a surrogate endpoint in neoadjuvant studies¹. Small non-coding RNAs, such as miRNAs, play crucial roles in various carcinogenic pathways and show promise as predictors of pCR²,³. Developing a molecular signature of miRNAs extracted from tumor-derived extracellular vesicles (EVs) in peripheral blood holds potential for use as a biomarker⁴,⁵. This approach could optimize neoadjuvant protocols to increase pCR rates and reduce toxicity. Therefore, this study seeks to initiate the development of less invasive and personalized methodologies to improve therapeutic outcomes in breast cancer. <strong>Objective:</strong> To investigate the association between miRNAs derived from EVs and pathological complete response in patients with breast cancer undergoing neoadjuvant therapy. <strong>Methods:</strong> Circulating EVs were isolated from peripheral blood samples collected before neoadjuvant treatment from 48 patients with breast cancer (CAAE - 82703418.8.0000.5121). Total RNAs within these vesicles were extracted and sequenced, and miRNA expression patterns were correlated with the presence of pCR in surgical specimens using bioinformatics analysis to obtain prognostic information⁶,⁷. <strong>Results:</strong> Among the 48 patients analyzed, a differential expression profile was noted in 12 patients with triple-negative breast cancer. Bioinformatics analysis revealed that overexpression of has-mir-489-5p was present in patients who achieved pCR, while overexpression of has-mir-1237-3p was observed in those without a complete pathological response⁸. <strong>Conclusion:</strong> These findings suggest that hsa-mir-489-5p acts as a tumor suppressor, while has-mir-1237-3p functions as an oncomiR, showing predictive potential for pCR. These miRNAs may represent a potential new tool for predicting response to neoadjuvant treatment, contributing to a more personalized and less invasive approach to breast cancer management⁹,¹⁰.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/59 Análise dos níveis de citocinas no líquido ascítico derivado de tumores ovarianos para identificação de potenciais biomarcadores diagnósticos e prognósticos da doença 2025-02-28T22:20:50+00:00 Marcela Rosa marcelarosaic@gmail.com <p><strong>Introdução:</strong> O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais letal, caracterizado por crescimento rápido e disseminação metastática no peritônio. O líquido ascítico, acumulado devido à progressão tumoral, contém células, componentes imunológicos e mediadores bioquímicos, como citocinas, que modulam o microambiente tumoral favorecendo a progressão da doença. As citocinas desempenham papeis cruciais em processos como inflamação, angiogênese e remodelação tecidual, facilitando a proliferação celular, invasão e resistência ao tratamento. Analisar o perfil dessas citocinas no líquido ascítico pode fornecer informações valiosas sobre a agressividade e a resistência terapêutica em pacientes com câncer de ovário. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar os níveis de citocinas no líquido ascítico de pacientes com tumores ovarianos benignos e malignos, investigando seu perfil e sua associação com as características da doença. <strong>Metodologia: </strong>Os níveis de citocinas no líquido ascítico de pacientes com tumores ovarianos foram quantificados utilizando a técnica Luminex. As amostras foram agrupadas de acordo com o estágio clínico dos tumores, sendo divididas em três grupos: 4 amostras de pacientes com tumores benignos, 4 com tumores malignos localizados (estágios I e II) e 11 com tumores avançados (estágios III e IV). A análise estatística foi feita utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov para verificar a distribuição dos dados e o teste de Mann-Whitney para realizar comparações entre grupos. <strong>Resultados:</strong> Identificou -se níveis elevados de IL-10 e reduzidos de IL-18 em pacientes com tumores avançados quando comparados aos pacientes com tumores benignos ou localizados.<strong> Discussão:</strong> A IL-10 exerce um papel crucial na criação de um ambiente favorável ao crescimento tumoral em câncer de ovário avançado. Concentrações elevadas dessa citocina no líquido ascítico correlacionam-se com pior prognóstico, redução da resposta imune antitumoral e aumento da migração celular. Produzida por células supressoras mieloides associadas ao tumor, a IL-10 inibe a ativação de células dendríticas e T, intensifica a imunossupressão ao interagir com PD-1 e promove o escape imunológico e a metástase. Em contraste, os níveis reduzidos de IL-18 indicam uma modulação imunológica distinta. Apesar de ser pró-inflamatória e imunoativador, sua atividade antitumoral é comprometida em estágios avançados devido à produção predominante de sua forma inativa (pro-IL-18) e à ação da proteína de ligação à IL-18 (IL-18BP), que limita a produção de IFN-γ pelas células NK. Isso favorece inflamação crônica, crescimento tumoral e metástase. Esses resultados refletem a disfunção do microambiente tumoral em estágios avançados, contribuindo para a progressão do câncer<strong>. Conclusão: </strong>Nossos achados reforçam a importância das citocinas no microambiente tumoral do câncer de ovário. A análise do perfil dessas moléculas contribui para a compreensão dos mecanismos envolvidos na agressividade tumoral, auxiliando na investigação de novas estratégias diagnósticas e terapêuticas que possam contribuir para o manejo clínico da doença.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/64 AVALIAÇÃO DO PERFIL DE CITOCINAS PLASMÁTICAS COMO BIOMARCADORES PROGNÓSTICO DE CÂNCER COLORRETAL 2025-10-24T01:03:46+00:00 Sarah Cristina Ferreira Guimaraes sarahcristinaferreirag@gmail.com Jorge Gomes Goulart Ferreira jorge.ferreira@mariopenna.org.br Marcela Maria de Oliveira Rosa marcelarosaic@gmail.com Anna Carolina Almeida Paula aalmeidadepaulabiomed@gmail.com Danilo Roberto Carvalho Ferreira danilorcferreira@gmail.com Estefânia Mara do Nascimento Martins emnm@cdtn.br Bruna de Paula Dias bruna.dias@cdtn.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Clascidia Aparecida Furtado clas@cdtn.br <p><strong>Introdução:</strong> O câncer colorretal (CCR) é o segundo mais incidente em mortalidade no Brasil, com previsão de 45.630 novos casos anuais entre 2023 e 2025. O diagnóstico precoce contribui para um melhor prognóstico, porém o CCR é muitas vezes assintomático ou com sintomas inespecíficos nos estágios iniciais, reduzindo a taxa de detecção. Ademais, mesmo diagnosticado precocemente, o acompanhamento prognóstico do CCR é complexo e a identificação de novos biomarcadores poderia melhorar a precisão e o direcionamento do tratamento. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar o perfil de citocinas plasmáticas em pacientes com CCR para identificar potenciais biomarcadores prognósticos da doença. <strong>Metodologia:</strong> Foram analisadas 23 amostras de plasma de pacientes com CCR usando a técnica Luminex, divididas conforme o estadiamento:9 amostras de pacientes com CCR localizado (estágios I e II) e 14 amostras de pacientes com CCR avançado (estágios III e IV). Foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para avaliar a distribuição dos dados, e as comparações independentes entre os grupos foram realizadas pelo teste de Mann-Whitney. <strong>Resultados e Discussão:</strong> Foram identificados níveis elevados das citocinas IL-8 e IL-2Ra em pacientes nos estágios III-IV, em comparação com os pacientes nos estágios I-II. Dados da literatura sugerem que a IL-8 está superexpressa em CCR em relação aos tecidos normais, com níveis elevados correlacionados a pior prognóstico, especialmente em casos avançados. Em CCR, a IL-8 desempenha um papel importante como mediadora da interação entre células tumorais e estromais, promovendo inflamação, progressão tumoral, angiogênese e metástases. A IL-2Ra, por sua vez, é um marcador de linfócitos T ativados, frequentemente presente em células T regulatórias. Em CCR, níveis elevados de IL-2Ra estão associados a pior prognóstico, devido ao papel imunossupressor das T-regs no microambiente tumoral. Estudos mostraram que as células T-regs com alta expressão de IL-2Ra apresentam maior atividade imunossupressora, inibindo respostas imunes antígeno-específicas contra tumores e favorecendo a recorrência da doença. <strong>Conclusão:</strong> Nossos resultados sugerem que as citocinas IL-8 e IL-2Ra possuem potencial para auxiliar na análise prognóstica de pacientes com CCR. Análises futuras serão realizadas para avaliar a performance dessas citocinas na diferenciação entre doença localizada e avançada, visando identificar a aplicabilidade clínica desses biomarcadores.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/49 VALIDAÇÃO DE DADOS IN SILICO DE BIOMARCADORES IMUNOLÓGICOS E ALVOS DE IMUNOTERAPIA NO GLIOBLASTOMA IDH- WILDTYPE PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA 2025-10-24T01:03:58+00:00 Matheus Bortolini Lima Muniz matheusbortolini20@gmail.com Karla Cândida Parreira karla.cp99@hotmail.com Leonardo Augusto Wendling Henriques leonardoawh@gmail.com Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Izabela Ferreira Gontijo de Amorim Izabela.fga@gmail.com Francisco Augusto Silva Mesquita franciscoasmesquita@gmail.com Ramon de Alencar Pereira ramon.pereira@mariopenna.org.br <p><strong>Introdução:</strong> O glioblastoma (GBM) é um tumor cerebral agressivo, caracterizado por alta mortalidade e heterogeneidade, com mecanismos de evasão imunológica e expressão de proteínas como PD-L1 e PD-L2, associadas a prognósticos desfavoráveis <sup>(1,4-6,8)</sup>. Nesse contexto, a imunoterapia emerge como uma estratégia promissora para o tratamento <sup>(3,5,9)</sup>. <strong>Objetivo:</strong> Validar biomarcadores <em>in silico</em> da resposta imune e identificar alvos terapêuticos candidatos para GBM. <strong>Metodologia:</strong> Foram realizadas análises nos bancos de dados do TISIDB <sup>(2)</sup>, que modelaram a sobrevida geral (SG) em relação à idade e expressão de CD4, CD8, para PD-L1 (CD247) e PD-L2 (PDCD1LG2) a análise foi realizada no Kaplan-Meier Plotter <sup>(7)</sup>. Para a validação dos dados obtidos <em>in silico</em>, realizou-se a análise de imuno-histoquímica e quantificação das células positivas por morfometria digital em uma coorte de 33 pacientes com GBM <em>IDH-wildtype</em> atendidos em um centro de referência em oncologia no Estado de Minas Gerais. Posteriormente, as análises estatísticas foram realizadas em Python. <strong>Resultados:</strong> No TISIDB, a análise de regressão de Cox não demonstrou significância estatística para a infiltração de células TCD4 e TCD8 em relação à SG (HR=0,00, p=0,303 e HR=55,651, p=0,221, respectivamente). Entretanto, foi observada uma associação significativa entre a idade e o risco de morte para os pacientes com GBM, com aumento de 3% ao ano (HR=1,03, p&lt;0,0001). No Kaplan-Meier Plotter, observou-se significância estatística entre a SG e a expressão do gene CD247 (p=0,0263, FDR=50%, HR=0,35) em uma coorte de 69 pacientes. No entanto, para o gene PDCD1LG2, a análise de SG não teve significância estatística (HR=1,43, p=0,4599) considerando uma coorte de 130 pacientes. A validação analítica desses dados revelou que apenas a expressão intensa de PD-L1 apresentou associação com a SG, com p&lt;0,05 e HR=12,8. <strong>Conclusões:</strong> Os resultados obtidos corroboram parcialmente os achados <em>in silico.</em> Diferentemente da análise <em>in silico</em>, a variável idade não apresentou significância estatística. Na avaliação das demais variáveis, os resultados foram semelhantes: CD4, CD8 e PD-L2 não demonstraram efeitos significativos na SG, enquanto PD-L1 apresentou significância. Dessa forma, é possível concluir que o resultado obtido para PD- L1 destaca a importância desse biomarcador como possível alvo para imunoterapia e avaliação do prognóstico em pacientes com GBM, sublinhando sua relevância na prática médica.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/54 Identificação de variantes em genes da Via MAPK em uma coorte de pacientes com Câncer de Mama 2025-10-24T01:03:53+00:00 Kassyane Furtado kassyanerodrigues@outlook.com Thalia Rodrigues de Souza Zózimo thalia.souza@mariopenna.org.br Rafaela Lopes Figueiredo de Andrade de Andrade rafaela.andrade@mariopenna.org.br Carolina Pereira de Souza Melo carolina.melo@mariopenna.org.br Vasco Ariston de Carvalho Azevedo vasco@icb.ufmg.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br <p><strong>Introdução</strong></p> <p>O câncer de mama (CM) é o tipo de câncer mais prevalente entre mulheres em todo o mundo<sup>1</sup>. Globalmente, o CM foi responsável por cerca de 685 mil óbitos em 2020<sup>2</sup>. No Brasil, estima-se cerca de 74 mil novos casos anuais de CM para o triênio 2023-2025, com uma taxa de mortalidade de 16,4%<sup>3</sup>.</p> <p>O CM representa uma alta carga de morbidade e mortalidade, com desafios como detecção tardia, barreiras socioeconômicas e baixa conscientização sobre a doença<sup>1</sup>. Neste contexto, estratégias baseadas em medicina personalizada (MP) poderão superar os desafios do manejo dessas pacientes.</p> <p><strong>Objetivo</strong></p> <p>Identificar variantes genômicas relacionadas à via de sinalização MAPK em uma coorte de pacientes com câncer de mama atendidas no Hospital Luxemburgo (HL).</p> <p><strong>Métodos</strong></p> <p>Alvos da via de sinalização MAPK1, presente no sequenciamento de 35 pacientes com CM obtido usando o QIAseq Multimodal Pan-Cancer Panel (Qiagen), foram selecionados no STRING DATABASE (anotação HSA-5684996 - intervalo de confiança ≥ 0.9). A chamada de variantes foi feita com o software QIAGEN CLC Genomics Workbench 23. Posteriormente, essas variantes foram classificadas no ClinVar para identificação de variantes associadas às vias canônicas e anotação de patogenicidade. Além disso, a associação da sobrevida das pacientes com CM e esse gene foi realizada no Kaplan-Meier Plotter (KMplot).</p> <p><strong>Resultados</strong></p> <p>Foram identificados 283 genes na via MAKP1. Scripts eliminaram duplicatas e definiram os genes comuns no Multimodal Panel, reduzindo a 55 genes. A chamada de variantes revelou 9.400 variantes nos 55 genes avaliados. Dos quais 11 genes foram predominantemente mutados. O IRS1 se destacou com o maior número de variantes identificadas (418), sendo: 1 provavelmente patogênica, 5 de significância incerta e 406 não reportadas. A análise no Kmplot mostrou que IRS1 mutado está associado a baixa sobrevida das pacientes com CM [HR 3,6 (1,14-11,33) p= 0,019].</p> <p><strong>Conclusão</strong></p> <p>Esses resultados refletem uma elevada carga de alterações genéticas em genes-chave da via MAPK, frequentemente associados à progressão tumoral e resistência terapêutica. A classificação dessas variantes e sua relação com os desfechos clínicos das pacientes contribuirá para o entendimento das bases moleculares da CM e podem auxiliar na identificação de biomarcadores em prol da MP.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/62 RNAS LONGO NÃO CODIFICANTES ASSOCIADOS À PROGRESSÃO E À RESPOSTA AO TRATAMENTO NO CÂNCER DO COLO UTERINO 2025-10-24T01:03:48+00:00 Bruna Custódio Dias Duarte bruna.custodio@ufu.br Angelo Borges de Melo Neto angelo.melo@ufu.br Álvaro Percínio Costa alvaropercinio@gmail.com Carolina Pereira de Souza Melo carolina.melo@mariopenna.org.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles pgosalles@gmail.com Agnaldo Lopes da Silva Filho agnaldo.ufmg@gmail.com Wander de Jesus Jeremias wander.jeremias@ufop.edu.br Pedro Luiz Lima Bertarini bertarini@ufu.br Laurence Rodrigues do Amaral laurence@ufu.br Matheus de Souza Gomes matheusgomes@ufu.br Fábio Ribeiro Queiroz fabio.queiroz@mariopenna.org.br <p><strong>Introdução:</strong> O câncer de colo uterino (CCU) é um dos tipos de câncer mais comuns nas mulheres e está intimamente associado à infeção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem como objetivo erradicar o CCU como um problema de saúde pública até 2100. No entanto, desafios como as limitações da vacinação e a disseminação de desinformação impedem a adoção da vacina, apesar da sua eficácia comprovada (1). O prognóstico do CCU depende do estádio da doença e torna-se mais desfavorável nos estádios avançados. Portanto, a procura de biomarcadores eficazes para o diagnóstico e monitorização é essencial para melhorar a deteção precoce e o seguimento do tratamento. <strong>Objetivos:</strong> Este estudo teve como objetivo explorar o papel dos long non-coding RNAs (lncRNAs) no CCU, focando-se na identificação e caraterização de lncRNAs relevantes, na compreensão dos seus mecanismos reguladores e interações moleculares, e na análise dos seus padrões de expressão em doentes com diferentes respostas à quimiorradioterapia. <strong>Métodos:</strong> Foi realizado um estudo observacional retrospetivo, analisando amostras de RNA de 31 pacientes tratados no Instituto Mário Penna (2017-2019) (2). A expressão dos lncRNAs foi analisada por RNA-seq, e as interações moleculares foram investigadas utilizando ferramentas de bioinformática como AnnoLnc2 e ClusterProfiler. Foram realizadas análises de árvore de decisão e curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier para avaliar a associação entre lncRNAs e desfechos clínicos. <strong>Resultados:</strong> Entre os 417 lncRNAs diferencialmente expressos identificados, o ENSG00000267838 se destacou. Sua elevada expressão correlacionou-se com a resistência ao tratamento e um pior prognóstico, enquanto sua baixa expressão indicou uma melhor resposta terapêutica. A análise de Kaplan-Meier mostrou que a expressão elevada desse lncRNA estava associada a uma sobrevivência livre de progressão mais curta. O modelo de árvore de decisão demonstrou uma exatidão de mais de 87% na distinção entre pacientes respondedores e não respondedores (3). <strong>Conclusão:</strong> O lncRNA ENSG00000267838 foi identificado como um biomarcador associado à não resposta à quimiorradioterapia e a uma menor sobrevivência livre de progressão em doentes com CCU. Especificamente, sua regulação positiva foi associada à resistência ao tratamento, enquanto sua regulação negativa esteve relacionada a uma resposta favorável à quimiorradioterapia (3).</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/50 ANÁLISE DE miRNAs EM VESÍCULAS EXTRACELULARES DE PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO 2025-10-24T01:03:57+00:00 Diogo Gomes da Costa diogocostag54@hotmail.com Angelo Borges de Melo Neto angelo.melo@ufu.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles pgosalles@gmail.com Letícia da Conceição Braga braga.ltc@gmail.com Adriana Abalen Martins Dias adriana.abalen@gmail.com Fábio Ribeiro Queiroz fabioribeiroqueiroz@gmail.com <p class="TextoPuro" style="margin-bottom: 0cm; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"><strong><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;">Introdução:</span></strong><span style="font-family: 'Arial',sans-serif;"> O câncer de ovário (CO) é a oitava neoplasia mais comum entre as mulheres em todo o mundo. No Brasil, estima-se que 7.310 novos casos da doença ocorram no triênio 2023-2025². A ausência de sintomas específicos nos estágios iniciais e as limitações nos testes de rastreamento dificultam o diagnóstico precoce, representando um dos maiores desafios no tratamento dessa doença. Assim, há uma necessidade urgente de identificar novos biomarcadores que possam auxiliar no diagnóstico e prognóstico de pacientes com CO. Atualmente, as vesículas extracelulares (VEs) têm sido amplamente estudadas em diversos tumores devido ao seu papel essencial na comunicação celular, transportando proteínas, DNA e RNAs. Dentre os RNAs transportados, os miRNAs demonstraram a capacidade de influenciar diversos processos tumorígenos, como proliferação celular, invasão, migração e quimiorresistência. <strong>Objetivo:</strong> Com base nesses achados, o presente estudo propõe identificar o perfil de miRNAs em VEs circulantes para a criação de painéis de biomarcadores em pacientes com CO. <strong>Metodologia:</strong> Este estudo é observacional e prospectivo. Foram incluídas 32 pacientes diagnosticadas com CO, atendidas no Hospital Luxemburgo, que forneceram consentimento informado para a pesquisa (CAAE - 82703418.8.0000.5121). Amostras de sangue foram coletadas, VEs foram isoladas e os RNAs totais foram extraídos para a construção de bibliotecas de pequenos RNAs. Em seguida, as amostras foram sequenciadas no NEXTseq 550 (Illumina™), e o processamento e a identificação das sequências geradas foram realizados utilizando o software UNITAS 1.8.0. A análise da expressão diferencial dos miRNAs foi conduzida com o pacote DESeq2. <strong>Resultados:</strong> Os resultados iniciais indicaram um perfil distinto de expressão de miRNAs em pacientes com CO em comparação ao grupo controle. Um total de 2.064 miRNAs diferencialmente expressos (DEMs) foram identificados nas pacientes com CO. Dentre os DEMs, miR-486-5p e miR-16-5p se destacaram, apresentando regulação negativa em relação ao grupo controle. Estudos prévios demonstraram a atividade supressora tumoral desses miRNAs, que regulam a proliferação celular, a sobrevivência e a apoptose. <strong>Conclusão:</strong> Com esses achados iniciais, reforçamos o potencial de miR-486-5p e miR-16-5p como biomarcadores para o câncer de ovário. No entanto, validações adicionais são necessárias para fortalecer e confirmar esses resultados.</span></p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/53 ANÁLISE IMUNOHISTOQUÍMICA DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA LUMINAL B: PARÂMETROS PATOLÓGICOS E ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS 2025-10-24T01:03:55+00:00 Maria Vitória Costa Felipe mavifelipe2000@gmail.com Arthur Schenider Oliveira Felipe arthurschenider5@gmail.com Ramon de Alencar Pereira ramon.pereira@mariopenna.org.br Diogo Diogo Gomes da Costa diogogomesdacosta96@gmail.com Jorge Jorge Gomes Goulart Ferreira jorge.ferreira@mariopenna.org.br Fábio Ribeiro Queiroz fabio.queiroz@mariopenna.org.br <h3 data-start="0" data-end="21"><strong>Introdução:O câncer de mama (CM) é uma das principais neoplasias malignas entre as mulheres, apresentando significativa heterogeneidade molecular e histológica. O subtipo Luminal B é uma neoplasia hormônio-dependente caracterizada por alta proliferação celular, maior agressividade e maior probabilidade de metástase, sendo frequentemente diagnosticado em estágios avançados. A identificação do perfil imuno-histoquímico e a análise de mutações genéticas têm se mostrado essenciais para personalizar o tratamento e melhorar o prognóstico²⁴⁵. Este estudo tem como objetivo caracterizar o perfil imuno-histoquímico de pacientes com Câncer de Mama Luminal B (CMLB) e explorar sua relação com mutações em genes como AKT, PIK3CA, BRCA1, BRCA2 e TP53, os quais estão associados ao risco de progressão da doença e resistência ao tratamento. Os dados utilizados neste estudo foram coletados de pacientes do Instituto Mário Penna, utilizando amostras do Biobanco de Tumores. Objetivos: O principal objetivo é analisar o perfil imuno-histoquímico em pacientes com CMLB, identificando marcadores específicos relacionados ao prognóstico e às decisões terapêuticas. Além disso, o estudo visa investigar a relação entre essas características imuno-histoquímicas e dados clínico-patológicos, com foco em subtipos moleculares, graus histológicos e estadiamento. Desenho e Métodos: Este estudo baseia-se em dados clínico-patológicos de 18 pacientes diagnosticadas com CMLB, cujas amostras foram obtidas no Biobanco de Tumores do Instituto Mário Penna (CAAE - 82703418.8.0000.5121). A análise imuno-histoquímica incluirá os marcadores **FOXP3, PDL-1, PDL-2, CD3, CD4, CD8, Ki-67, HER2, Estrogênio (ER) e Progesterona (PR)**¹³. Além disso, serão avaliados os seguintes parâmetros: idade, estadiamento, grau histopatológico, tratamentos administrados (neoadjuvante, adjuvante, cirurgia, terapia hormonal) e presença de metástase. Resultados: A média de idade das pacientes foi de 51 anos (variando de 33 a 77 anos). Em relação ao estadiamento, 56% apresentaram tumores em estágios iniciais (IA e IIA), enquanto 44% foram diagnosticadas em estádios avançados (IIIA, IIIB e III). O grau histopatológico predominante foi G1 (72%), seguido por G2 (17%) e G3 (5,5%). O tratamento mais comum foi a terapia neoadjuvante (50%), enquanto 39% receberam terapia adjuvante. Metástases foram observadas em 44% dos casos. A análise imuno-histoquímica ajudará a identificar padrões chave de expressão proteica, que podem influenciar o comportamento tumoral e a resposta terapêutica. Conclusões/Considerações Finais: Este estudo contribuirá para a compreensão do perfil imuno-histoquímico e genético do CMLB, fornecendo dados cruciais para o desenvolvimento de biomarcadores prognósticos. Espera-se que as análises imuno-histoquímicas, associadas aos dados clínicos, forneçam uma base sólida para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas, ajudando a otimizar o tratamento de pacientes com esse subtipo de CM. O uso de dados do Biobanco de Tumores reforça a importância da pesquisa translacional em oncologia, permitindo que avanços científicos sejam aplicados na prática clínica.</strong></h3> <h3 data-start="3432" data-end="3457"><strong>Palavras-chave: Câncer de mama; Imuno-histoquímica; Luminal B; Subtipos moleculares; Mutações genéticas.</strong></h3> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/52 ANÁLISE DA MATRIZ EXTRACELULAR COMO POTENCIAL INDICADOR PROGNÓSTICO DE PACIENTES COM GLIOBLASTOMA IDH - WILD TYPE 2025-10-24T01:03:55+00:00 Karla Parreira karla.cp99@hotmail.com Matheus Bortolini Lima Muniz matheusbortolini20@gmail.com Leonardo Augusto Wendling Henriques leonardoawh@gmail.com Paulo Guilherme de Oliveira Salles karlac.parreira@gmail.com Izabela Ferreira Gontijo de Amorim Izabela.fga@gmail.com Ramon de Alencar Pereira ramon.pereira@mariopenna.org.br <p>A matriz extracelular (MEC) desempenha um papel fundamental no microambiente tumoral do glioblastoma (GBM), influenciando sua progressão e prognóstico. Este estudo retrospectivo analisou a relação entre a deposição de MEC e a sobrevida de 22 pacientes com GBM IDH-wild type, diagnosticados segundo a classificação da OMS de 2021. Amostras tumorais foram avaliadas por coloração tricrômica de Masson e quantificadas digitalmente para determinar a deposição de MEC, classificando os pacientes em grupos “HIGH” e “LOW”. Os resultados indicaram que uma maior deposição de MEC esteve associada a uma sobrevida significativamente reduzida (p &lt; 0,005), com menor risco de óbito no grupo de baixa deposição (HR = 0,07; p = 0,02). Esses achados sugerem que a MEC pode atuar como um potencial indicador prognóstico para o GBM, destacando a necessidade de estudos adicionais para validar sua aplicabilidade clínica.</p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/51 RELAÇÃO DA EXPRESSÃO DE VIMENTINA COM A RESISTÊNCIA À QUIMIOTERAPIA EM PACIENTES COM CÂNCER DE OVÁRIO SEROSO DE ALTO GRAU 2025-10-24T01:04:17+00:00 Francisco Augusto Silva Mesquita franciscoasmesquita@gmail.com Laura Kaori Menegussi Nakano lauramenegussi@gmail.com Izabela Ferreira Gontijo izabelafga@gmail.com Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Ramon de Alencar Pereira ramon.pereira@mariopenna.org.br <p><strong>Introdução: </strong><span style="font-weight: 400;">O câncer de ovário (CO) é a oitava neoplasia mais prevalente entre as mulheres no Brasil </span><sup><strong>1</strong></sup><span style="font-weight: 400;">. Seu subtipo mais comum e de pior prognóstico é o CO seroso de alto grau (HGSOC)</span><sup><strong>2</strong></sup><span style="font-weight: 400;">. 35% a 40% das mulheres diagnosticadas com HGSOC possuem sobrevida global de 5 anos. O tratamento de primeira linha baseia-se na quimioterapia à base de Platina. Essa abordagem terapêutica inicial demonstra eficácia em mais de 80% das pacientes. No entanto, apenas uma pequena parcela, entre 10% e 15%, alcançam remissão completa a longo prazo, evidenciando que a recorrência da doença e a quimiorresistência adquirida representam um desafio significativo no tratamento avançado do HGSOC </span><sup><strong>3</strong></sup><span style="font-weight: 400;">. Acredita-se que este fenômeno está associado à Transição Epitélio-Mesenquimal (EMT), processo biológico onde células epiteliais passam a expressar Vimentina (VIM) e adquirem fenótipos mesenquimais, como capacidade migratória e resistência à apoptose </span><sup><strong>4,5</strong></sup><span style="font-weight: 400;">. </span><strong>Objetivo: </strong><span style="font-weight: 400;">Validar a associação entre a expressão de VIM e a resistência à quimioterapia em pacientes HGSOC. </span><strong>Métodos: </strong><span style="font-weight: 400;">Foram selecionadas 19 pacientes HGSOC do Biobanco do Instituto Mário Penna para verificar a presença de VIM, confeccionando lâminas de 3μm a partir do tecido parafinado proveniente da biópsia destas pacientes. Utilizou-se a técnica de imuno-histoquímica para marcação da proteína. As análises quantitativas foram realizadas pelo software Images Scope 64x. Para realizar as análises, as pacientes foram segregadas em dois grupos: (i) Platino-sensíveis (PS), que apresentaram resposta clínica completa, sem presença de neoplasia, no intervalo de seis meses após o fim do tratamento, (ii) Platino-resistentes (PR), que apresentaram resposta parcial, com progressão ou estabilização da doença, ou a recidiva dela após 6 meses do fim do tratamento. </span><strong>Resultados: </strong><span style="font-weight: 400;">Os dados revelam que o grupo PS apresenta uma média de células positivas para a expressão de VIM de 25,23%, enquanto o grupo PR possui uma média de 37,41%. Com diferença estatística entre os grupos de p=0,0249. </span><strong>Conclusão: </strong><span style="font-weight: 400;">Os resultados indicam que o grupo PR, apresenta um maior percentual médio de expressão de VIM em comparação ao grupo PS. Sugerindo que as pacientes do grupo PR apresentam um processo de EMT mais acentuado, corroborando com a hipótese inicial de que esse processo está associado a quimiorresistência adquirida em pacientes HGSOC.</span></p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal https://revista.mariopenna.org.br/mpj/article/view/56 EXPRESSÃO DE VIMENTINA COMO INDICADOR DE AGRESSIVIDADE NOS SUBTIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA: ANÁLISE POR IMUNO-HISTOQUÍMICA E SOBREVIVÊNCIA 2025-10-24T01:04:26+00:00 Laura Kaori laura_menegussi@hotmail.com Francisco Augusto Silva Mesquita franciscoasmesquita@gmail.com Ramon de Alencar Pereira ramon.pereira@mariopenna.org.br Paulo Guilherme de Oliveira Salles paulo.salles@mariopenna.org.br Ana Luiza de Magalhães Freitas analuizafmg@gmail.com Izabela Ferreira Gontijo de Amorim izabelafga@gmail.com <p><strong>Introdução</strong><span style="font-weight: 400;">: O câncer de mama (CM) é a principal causa de morte por câncer em mulheres e o mais diagnosticado, classificado em subtipos moleculares: Luminal A, Luminal B, HER2+, Triplo-Negativo e Triplo Positivo. A Transição Epitélio-Mesenquimal (EMT) envolve a mudança de células epiteliais para um estado mesenquimal, promovendo migração, invasão, resistência à apoptose, metástase e resistência ao tratamento; desta forma, entender seus mecanismos moleculares é essencial para identificar mudanças críticas nesse processo, impulsionando o desenvolvimento de novas terapias mais eficazes e personalizadas. </span><strong>Objetivo</strong><span style="font-weight: 400;">: Analisar o marcador celular vimentina em tecidos tumorais de uma coorte de pacientes atendidas no Hospital Luxemburgo, Instituto Mário Penna. </span><strong>Métodos</strong><span style="font-weight: 400;">: Foram utilizadas amostras de tecido tumoral parafinadas de 20 pacientes com CM. As amostras foram coradas por imuno-histoquímica para o marcador vimentina, sendo as imagens analisadas e classificadas semi-quantitativamente em 1+ (discreta), 2+ (moderada) e 3+ (intensa) de acordo com a intensidade de marcação. A associação da sobrevida das pacientes&nbsp; com CM e a expressão da vimentina foi realizada no Kaplan-Meier Plotter (KMplot). </span><strong>Resultados</strong><span style="font-weight: 400;">: Entre as pacientes, 10 eram do subtipo Luminal B, 6 do Luminal A, 2 de triplo positivo e 2 de triplo negativo. O subtipo Luminal B apresentou, em 7 das pacientes, padrão de deposição moderada, enquanto, em 4 pacientes do Luminal A, foi mais discreto. Os subtipos triplo positivo e Triplo-Negativo mostraram deposição intensa. A análise de Kaplan-Meier não revelou diferença significativa na sobrevivência entre grupos com elevada e discreta expressão de vimentina [HR 0,72 (0,34-1,56) p = 0,42]. </span><strong>Conclusão</strong><span style="font-weight: 400;">: Os resultados indicam que a expressão de vimentina em CM varia por subtipo, sendo elevada nos subtipos Triplo-Negativo e Triplo Positivo (indicando maior agressividade), moderada no Luminal B e discreta no Luminal A (perfil menos invasivo). A análise de sobrevivência não mostrou diferença significativa entre pacientes com elevada e discreta expressão de vimentina, que, apesar de sua importância biológica, não foi um preditor de prognóstico neste estudo. Estudos estão em andamento para avaliar quantitativamente os dados de expressão da&nbsp; vimentina&nbsp; e sua relação com fatores prognósticos das pacientes a fim de se obter um melhor entendimento do papel desse alvo como um possível biomarcador para diferenciar subtipos de câncer de mama e orientar tratamentos personalizados.</span></p> 2025-10-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Mário Penna Journal